quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Palco Giratório 2009 entra em cena em SC


Mais de 200 atrações culturais acontecem gratuitamente em Florianópolis e outras sete cidades do Estado - , de 1º a 30 de setembro

O Serviço Social do Comércio SESC-SC traz à cena catarinense a 6ª edição do Festival Palco Giratório, que anualmente reúne montagens vindas de diversas partes do país, a partir de terça
(1º). Este ano, o Festival Palco Giratório promove mais de 200 atrações culturais gratuitas entre apresentações de artes cênicas, espetáculos de música, sessões de cinema, oficinas, conferências e debates. No país, serão realizados 10 Festivais este ano.

Durante todo o mês de setembro, o Palco Giratório apresenta, diariamente, uma variedade de espetáculos com grupos e companhias de oito estados - Amazonas, Paraíba, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul - além das produções catarinenses. Criado em 1998, o projeto Palco Giratório já promoveu a circulação de 128 espetáculos, de diversos estados, em circuitos nacionais.

O Palco inicia com a peça “O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado”, primeira experiência de teatro de rua da Companhia São Jorge de Variedades, de São Paulo. Tendo a metrópole como cenário, a peça simula um improvável encontro entre Dom Quixote e São Jorge para discutir o arquétipo do herói na atualidade. A apresentação acontece no Largo da Alfândega, terça (01), às 16 horas.

De Recife (PE), o Coletivo Angu de Sangue de Teatro traz o drama “Angu de Sangue”, adaptação para o teatro dos contos do livro com título homônimo do pernambucano Marcelino Freire. Em 10 estórias interligadas com cenas de passagem, por meio de vídeo e música, o Coletivo propõe uma reflexão sobre a realidade urbana nas grandes cidades, evocando sentimentos como a solidão, e problemáticas como o preconceito e a desigualdade social . Com direção de Marcondes Lima, a peça será apresentada no Teatro Álvaro de Carvalho, TAC, na quarta (02), às 21 horas.

Em “Mangiare”, o Grupo Pedras, do Rio, propõe um “jantar-espetáculo” em que o público é recebido pelos atores e músicos e acomodado em três grandes mesas. As cenas são entremeadas por pratos preparados e oferecidos à plateia como em um cardápio, - com entrada, prato principal e sobremesa. O espetáculo dialoga com temas relacionados à comida: seu uso como instrumento de cura, a compulsão, e a sua capacidade de evocar a memória. A apresentação será no teatro SESC Prainha, dia 15, às 21 horas.

Aldeias

As Aldeias são eventos em que espetáculos do Palco Giratório misturam-se à programação cultural das cidades visitadas, incrementando as cenas artísticas locais. Além de enriquecer as cenas artísticas locais, as aldeias estimulam a formação de público e a produção local não só de teatro e dança, mas também nas demais linguagens artísticas, artes plásticas e outras manifestações.

As Aldeias se iniciam com cortejos, quando artistas locais e artistas participantes do Palco Giratório desfilam pela cidade em abertura, e se encerram com o Overdoze, doze horas ininterruptas com as atrações do evento. Atualmente, há 25 aldeias no país que funcionam em rede, integradas e conectadas pelos circuitos do Palco Giratório.

O primeiro cortejo percorre as ruas de Chapecó abrindo a programação local, que inicia com a oficina de dança: performance enquanto signo na contemporaneidade com o artista plástico e performer Franzoi, na sala de dança do SESC, segunda (07), das 09 às 18 horas.

O calendário do Festival engloba ainda a quarta etapa do Sonora Brasil SESC – Formação de Ouvintes Musicais, em um concerto que traz um rico repertório selecionado entre composições para viola e violão de músicos de expressão na história e no cenário da música brasileira. O espetáculo acontece na Casa de Cultura São José, dia 15, às 20 horas. Em paralelo às apresentações de teatro e dança, a programação inclui ainda oficinas gratuitas, enfocando o fazer cênico nas suas mais variadas linguagens e formas de expressão.

As montagens apresentadas no Festival foram escolhidas por uma curadoria nacional e buscam sintetizar a multiplicidade de sotaques e estéticas presentes na cena contemporânea brasileira. O encerramento acontece dia 30, com o espetáculo “O Nome Científico da Formiga”, de Ângelo Madureira e Ana Catarina Vieira. Partindo da colagem como método de criação, a obra discute e questiona o fazer artístico, fala de liberdade e brinca com a percepção do público. O espetáculo utiliza recursos cênicos como a vídeo-projeção no processo de criação. No Teatro Álvaro de Carvalho, TAC, às 21 horas.


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