sábado, 14 de novembro de 2009

O Barbeiro de Sevilha



Ópera em dois atos de Rossini, com libreto de Cesare Sterbini, baseado na comédia Le Barbier de Séville, de Pierre Beaumarchais.
ÓPERA COM LEGENDA

Elenco único

Douglas Hahn – Fígaro
Kalinka Damiani – Rosina
Marcos Liesenberg – Conde Almaviva
Pepes do Valle – Don Bartolo
Carlos Eduardo Marcos – Don Basílio
Claudia Ondrusek – Bertha
Javier Venegas – Fiorello
Orquestra da Ópera de Santa Catarina
Polyphonia Khoros
Direção Musical e Regência: Jeferson Della Rocca
Direção Cênica: Antônio Cunha,
Direção Artística: Mércia Mafra Ferreira
Direção Geral de Produção: Neyde Coelho
Cenário e Plano de Iluminação: Sylvio Mantovani
Figurinos e Adereços: José Alfredo Beirão

ENREDO


O BARBEIRO DE SEVILHA

(Il Barbieri di Siviglia)

Ópera de Gioachino Rossini, com libreto de Cesare Sterbini

Baseado na comédia Le Barbier de Sèville, de Pierre Beaumarchais

Sevilha (Espanha), século XVIII

PRIMEIRO ATO, Cena I

O Conde de Almaviva encarregou seu criado Fiorello de contratar músicos para fazer uma serenata à jovem Rosina, por quem ele, o Conde, está apaixonado. A moça, porém, não aparece no balcão para agradecer a serenata. Os músicos são pagos e ruidosamente agradecem a generosidade do Conde. Ouve-se uma voz cantando ao longe e que se aproxima. O Conde de Almaviva se esconde.
Eis que chega Fígaro, o barbeiro, apresentando-se como o faz-tudo da cidade. O Conde percebe em Fígaro uma personalidade cheia de astúcia e artimanhas, capaz de servir a seus propósitos de conquistar Rosina e contrata seus serviços para poder se aproximar da moça. Rosina, que é detentora de um rico dote, mora na casa de seu tutor, Dr. Bartolo.
O Dr. Bartolo, por sua vez, deseja casar-se com Rosina e sai anunciando que vai tratar das núpcias.
Em mais uma tentativa de conquistar Rosina, o Conde de Almaviva faz uma nova serenata para ela fazendo-se passar por um estudante pobre de nome Lindoro.
Fígaro sugere ao Conde de Almaviva que ele se disfarce de oficial do regimento que está na cidade e se apresente na casa do Dr. Bartolo para pedir pousada. Assim ele poderá declarar-se a Rosina. Tendo acertado os detalhes, Fígaro e o Conde saem para providenciar o disfarce.

Cena II

Na casa do Dr. Bartolo, Rosina canta feliz, ainda elevada pela voz do suposto Lindoro que deixou seu coração inquieto. Ela diz que lutará com todas as suas forças caso seja impedida de viver o seu amor e sai apressadamente.
Entram na casa o Dr. Bartolo e Don Basílio, professor de música de Rosina. Don Basílio diz a Dr. Bartolo que o pretendente de Rosina é o Conde de Almaviva e sugere armar uma calúnia contra ele como meio de separá-lo de Rosina e se livrar do rival. Dizendo isso, retiram-se da casa. Rosina volta e no mesmo momento chega Fígaro dizendo que Lindoro é primo dele e tenta convencê-la a escrever um bilhete ao amado. Rosina se faz de desentendida, mas, na realidade, já havia escrito uma carta a Lindoro e acaba entregando-a a Fígaro. Chega o Dr. Bartolo que dá por falta de uma folha de papel e passa a interrogar Rosina. Esta se defende dando uma desculpa qualquer e sai.
Batem à porta. É Lindoro (na realidade o Conde de Almaviva). Disfarçado de oficial e fingindo estar bêbado, ele pede para se alojar na casa do Dr. Bartolo. Rosina reaparece. Lindoro tenta entregar a ela uma carta, mas o Dr. Bartolo o impede e começa a brigar com o soldado fanfarrão chamando a guarda para prendê-lo. Mas o oficial da guarda reconhece o Conde de Almaviva e o trata com respeito. Com espanto geral acaba o primeiro ato.

SEGUNDO ATO

Em casa, o Dr. Bartolo medita sobre os acontecimentos da noite anterior.
Batem à porta: é o Conde de Almaviva disfarçado como um jovem professor de música, dizendo-se aluno de Don Basílio. Ele diz que veio substituir D. Basílio porque ele está doente e não pode dar a aula a Rosina.
Dr. Bartolo desconfia. Para não correr riscos o jovem professor mente que o Conde de Almaviva está na cidade e que ele esteve na casa do Conde onde se apossou de uma carta de Rosina endereçada a Lindoro. E entrega a carta ao Dr.Bartolo.
O Dr. Bartolo fica com a carta para usar como trunfo contra o namorado da jovem. Rosina entra e começa a lição de música. Os jovens aproveitam para namorar.O Dr. Bartolo junta-se a eles e também canta.
Entra Fígaro para barbear Dr. Bartolo, mas este prefere não se afastar para poder vigiar professor e aluna. Com isso Dr.Bartolo dá as chaves para Fígaro buscar os apetrechos de barbear. Fígaro aproveita-se da situação para roubar a chave do balcão.
De repente chega o verdadeiro professor, Don Basílio. Todos insistem em que ele está doente. E uma bolsa de dinheiro é dada por Almaviva a Don Basílio para convencê-lo a partir.
Dr. Bartolo, subitamente, percebe que estão combinando uma fuga. Mas, é tarde demais! Todos conseguem fugir. Furioso, Dr. Bartolo manda chamar Don Basílio. Diz a ele que quer casar imediatamente com Rosina e que ele prepare os papéis de casamento. Enquanto isso ele irá ao notário.
Neste momento chega a criada Bertha que faz ironias sobre a mania de amor e casamento que se apossou das pessoas da casa.
Dr. Bartolo volta e mostra a Rosina a carta que ela havia escrito a Lindoro e que fora encontrada na casa do Conde que, como todos sabem, é um grande conquistador. Rosina sente-se traída por Lindoro e resolve aceitar o casamento com Dr. Bartolo.
Há um interlúdio orquestral que sugere uma tempestade. Acalma-se a tempestade.
Fígaro, com a chave roubada, juntamente com Almaviva, entra pelo balcão para raptar Rosina. Ao vê-lo, Rosina acusa Lindoro de traição. Ele revela que é o Conde Almaviva.Tendo tudo se esclarecido, eles se preparam para fugir.
Quando tentam sair pelo balcão, percebem que a escada foi retirada impedindo a fuga.
Neste momento, chega o notário com Don Basílio para realizar o casamento. Rosina, o Conde e Fígaro ameaçam e subornam Don Basílio obrigando-o a trocar nos documentos o nome do Dr. Bartolo por Conde de Almaviva.
Realiza-se assim o casamento de Rosina com o Conde de Almaviva.
O Dr. Bartolo chega e encontra Rosina casada e fica furioso. Mas, ao saber que o noivo abre mão do dote da esposa, aceita o casamento. E todos ficam felizes. Fim.

Elenco

FÍGARO


Douglas Hann

Barítono



Natural de Joinville/SC teve sua formação com Rio Novello e Neyde Thomas em Curitiba/PR. Fez sua estréia em Florianópolis em 1996 com a ópera Il Guarany e no ano seguinte estreou no Theatro Municipal de São Paulo iniciando assim sua carreira e trajetória nos mais importantes teatros e salas de concertos do Brasil. Sua estréia na Itália aconteceu em 2006 com Don Giovanni e La Bohème na cidade de Adria/Rovigo. No Theatro Municipal do Rio de Janeiro atuou nas produções de Un Ballo in Maschera, L’elisir d’amore, Missa de Coroação e Carmina Burana. À convite da Pró Música de Florianópolis atuou em A Flauta Mágica, Rigoletto, Réquiem de Mozart, La Traviata e L’elisir d’amore. Recentemente no Teatro Municipal de São Paulo participou das óperas La Fille du Régiment, L’italiana in Algeri, Falstaff e Le Villi. Recentemente foi homenageado com o Troféu Aldo Baldin 2008 pela Pró-Música de Florianópolis.

ROSINA


Kalinka Damiani

Soprano



Catarinense, aperfeiçoou-se com Neyde Thomas. Seus principais prêmios foram: Melhor Soprano Leggero - IV Concurso Maria Callas; 1° lugar e troféu ABAL de Melhor Intérprete de Carlos Gomes - Concurso Carlos Gomes; 1º Prêmio La Traviata – Concurso Aldo Baldin; 1° lugar – Concurso Bianca Bianchi; Melhor Intérprete de Mozart; Grande Prêmio do Público - V Concurso Maria Callas. Principais papéis em óperas e obras para solistas e orquestra: ópera Elisir d’Amore, La Serva Padrona (100 récitas), La Traviata, Capuletti I Montecchi, A Flauta Mágica, O Empresário, Rigoletto, Lucia di Lammermoor, Il Guarany, Giulio Cesare, O Rapto do Serralho, Nona Sinfonia de Beethoven e Réquiem de Mozart. Atuou sob a regência dos maestros Oswaldo Colarusso, Tullio Colacioppo,Mario de Rose, Silvio Barbato, Alessandro Sangiogi e Jeferson Della Rocca. Sobre sua performance em La Traviata em Florianópolis (2.000) a revista Opera Actual de Barcelona assim se expressou: "sobresalió Kalinka Damiani con una excelente preparación a nível vocal e interpretativo, con una voz de timbre elegante.”

CONDE DE ALMAVIVA


Marcos Liesenberg

Tenor



Catarinense de grande destaque no cenário lírico nacional, atualmente desenvolve carreira na Europa (Áustria, Alemanha e Itália). Seu repertório abrange música de concerto e câmara, oratório, ópera, opereta e musical. Atuou nas óperas, A Flauta Mágica, O Barbeiro de Sevilha, O Elixir do Amor, Così fan tutte, O Barbeiro de Sevilha, Don Giovanni, Contos de Hoffmann, Turandot e MacBeth,nas operetas Uma Noite em Veneza, Princesa das Czardas, Viúva Alegre, Im Weissen Rössl, e nos musicais On The Town e O Pequeno Lord Remi. Repertório solístico : Paixão Segundo São João e São Mateus, Oratório de Natal, de Bach, O Messias de Händel, Nona Sinfonia de Beethoven, Réquiem de Mozart, Zigeunerlieder de Brahms, Dichterliebe de Schumann e Missa Solene de Gounod. Integrou a Camerata Antiqua de Curitiba entre 1996 e 1998. Conquistou o 3o. Prêmio no V Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão em 2004.

DR. BARTOLO


Pepes do Valle

Baixo



A voz intensa e expressiva faz do baixo Pepes do Valle um dos principais cantores brasileiros da atualidade. Sua carreira, no entanto, não se limita a uma bela voz. É preciso falar também de qualidades como sua grande musicalidade e seu afinado timing cênico. A evidência dessas qualidades tem sido elogiada pela crítica especializada tornando o artista presença frequente nos principais palcos dos quatro cantos do país: do Teatro Guaíra, em Curitiba, ao Teatro Amazonas, em Manaus. E sempre em uma grande variedade de papéis: mesmo um olhar rápido no repertório de Pepes, nesses últimos anos, mostra a capacidade do cantor de abarcar música de diversos estilos e períodos. Pepes do Valle deixou marcas inconfundíveis na interpretação de papéis como Don Magnifico (La Cenerentolla) Bartolo (il Barbiere di Siviglia- Le Nozze di Figaro) Leporello (Don Giovanni)Zarastro (Die Zauberflöte) Elmiro (Otello-Rossini) Oroveso (Norma) Don Annibale Pistachio (Il campanello di Note) Dulcamara (L´elisir d`amore) Principe Gremin (Eugene Onegin) Alberich (Siegfried,Götterdämmerung, Das Rheingold)

DON BASÍLIO


Carlos Eduardo Marcos

Baixo



Estudou canto lírico com Mitzi Frölich, Martha Herr e Caio Ferraz, sendo atualmente orientado por Benito Maresca. Carlos Eduardo tem interpretado os principais papéis de baixo nas óperas Otello, Nabucco e La Forza Del Destino (Verdi), Il Guarany e Condor (Gomes), Le Nozze di Figaro e Der Schauspieldirektor (Mozart), Il Signor Bruschino e Il Barbiere di Siviglia (Rossini), Orfeo e Ballo delle Ingrate (Monteverdi), The Rake’s Progress (Stravinsky), Pelléas et Mélisande (Debussy), Lohengrin (Wagner), Salome (R. Strauss), La Serva Padrona (Pergolesi), Candide (Bernstein), Gianni Schicchi (Puccini), Il Matrimonio Segreto (Cimarosa), Jenufa (Janácek), Hercules (Haendel), Arianna (Marcello), e das estréias mundiais das óperas brasileiras O Anjo Negro (Ripper), A Tempestade (Miranda), Eros-ion! (Chagas), e Olga (Antunes). Na área de música sacra e de câmara já cantou, entre outros títulos, Saul (Haendel), Elias (Mendelssohn), Te Deum (Bruckner), Weihnachtsoratorium (Bach, Schütz, Saint-Saëns), Johannes Passion (Bach), Matthäuspassion (Bach), Filius Prodigus (Charpentier), Vespro Della Beata Vergine (Monteverdi), Salmo 130 ‘De Profundis’ (Mário Tavares, estréia mundial), Nona Sinfonia (Beethoven), Fantasia Coral (Beethoven), Szenen aus Goethes Faust (Schumann), Les Noces (Stravinsky), Stabat Mater (Rossini, Dvorák), entre outros.

BERTHA


Claudia Ondrusek

Soprano



Nascida em Florianópolis, estudou canto com Cláudia Todorov, Rute Gebler, Samira Hassan. Atualmente aperfeiçoa-se com Neyde Thomas. É integrante do Polyphonia Khoros, onde atua como cantora, preparadora vocal e solista. Bacharel em piano, pela UDESC, ingressou em 2009 no Programa de Mestrado em Música da mesma instituição. Entre seus trabalhos como solista destacam-se: o Glória de Vivaldi, O Empresário de Mozart como Silberklang, A Flauta Mágica de Mozart como Papagena, Rigoletto de Verdi como Condessa di Ceprano, participação do concerto de abertura da Temporada 2007/2008 do Teatro Maria Caniglia em Sulmona (Itália) com a Camerata Florianópolis, La Traviata como Annina, L'Elisir d'Amore como Gianetta e Il Barbiere di Seviglia como Bertha.

FIORELLO


Javier Venegas

Baixo



Natural de Buenos Aires, reside em Florianópolis desde 2001. Iniciou os estudos de canto com Patricia Eberhardt, continuado-os com Elaine Boniolo, Samira Hassan, Maria Izilda Marques Rosa, Rodolfo Giugliani, Neyde Thomas e Rio Novello. Atualmente aperfeiçoa-se com Douglas Hann. Licenciado em Música pela UDESC, integra O Polyphonia Khoros desde 2004, tendo participado das montagens das óperas Cavalleria Rusticana, A Flauta Mágica, Rigoletto (Guarda), La Traviata (Mensageiro) e O Elixir do Amor. Foi solista nas Missas nº 2 (Schubert) e da Coroação (Mozart), na versão de A Flauta Mágica apresentada pelo Polyphonia Khoros (Sarastro) e na ópera Comedy on the Bridge (Martinu) como The Brewer.

Direção Musical e Regência



Maestro Jeferson Della Rocca




Iniciou seus estudos musicais na infância, através do violão clássico, violino e violoncelo. Dedicou-se ao estudo do violino, tendo realizado cursos de aperfeiçoamento no Brasil e em outros países da América do Sul, Europa, Ásia e Oceania. Muito cedo deu início a sua atividade como professor de violino, levando seus alunos a receber premiações em concursos nacionais. Em 1994 fundou a Camerata Florianópolis. Com a Camerata realizou mais de 380 concertos com a participação de renomados solistas do Brasil e Exterior. Regeu importantes obras como o Magnificat de Bach, o Réquiem de Mozart, a Nona Sinfonia de Beethoven e a ópera O Diretor de Teatro. À convite da Pró-Música de Florianópolis assumiu a Direção Musical e Regência das óperas Carmen (2003), Cavalleria Rusticana (2004), Flauta Mágica (2005) e Rigoletto(2006). Com a Camerata Florianópolis realizou em 2005 turnê pela Alemanha, França e Espanha e, em 2006, pelos estados do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, ambas com sucesso de público e crítica. Teve como principal professor o maestro Roberto Farias e realizou diversos cursos de regência e master classes, dentre eles no Musikhochschule Köln, com o maestro Gottfried Engels. Tem se destacado pelo incansável trabalho de democratização do acesso a espetáculos de música erudita, incentivo à composição erudita brasileira, gravação de CDs e pelo trabalho didático e valorização da arte popular. Pertence à Academia Catarinense de Letras e Artes ocupando a cadeira de número 9.

Concepção e Direção Cênica



Antônio Cunha




Atuante em vários segmentos das artes cênicas, principalmente como dramaturgo, roteirista, ator e diretor, são de sua autoria, dentre outras, as peças Dona Maria, a Louca, As Quatro Estações e Flores de Inverno, textos que compõem o livro Três Dramas Possíveis, publicado em 2004. É autor também do roteiro do curta-metragem Santa, que foi lançado no início de 2007. Como ator dos grupos Armação e O Dromedário Loquaz, participou de peças como Mirandolina de Goldoni e Quinnipak – Mundos de Vidro de Sulanger Bavaresco. No cinema, atuou em filmes como Novembrada de Eduardo Paredes, Victor Meirelles – Quadros da História, Alma Açoriana e Doce de Côco de Penna Filho e Desilusão de Marco Stroisch e ainda dos especiais para televisão Imigrantes Italianos de Tânia Lamarca e Os Caminhos do Divino de Zeca Pires. Além de assinar a direção de várias peças de teatro suas e de outros autores, sendo a última Sonho de Uma Noite de Velório, de Odir Ramos da Costa, foi responsável em 2006 também pela concepção e direção cênicas das óperas O Diretor de Teatro (Der Schauspieldirektor) de Mozart, com a Companhia da Ilha (2004), Cavalleria Rusticana de Mascagni (2004), A Flauta Mágica, de Mozart (2005) e Rigoletto, de Verdi (2006), produções da Pró-Música de Florianópolis.

Direção Artística



Mércia Mafra Ferreira




Natural do Rio de Janeiro, graduada em piano pelo CBM (RJ), estudou canto com Maria Aída Wulchere (RJ), Teresa Simas Aguiar (Fpolis) e regência coral com Elza Lakachevitz e Isaac Karabtschevsky (RJ). No Rio de Janeiro trabalhou com vários corais religiosos e escolares. Radicada em Florianópolis desde 1976 foi regente titular dos corais do Instituto Estadual de Educação e do Coro Pró-Música. Em 2000 fundou o Polyphonia Khoros, grupo que dirige até hoje. Com o Polyphonia regeu importantes programas para coro “a cappella”, coro e piano e coro e orquestra. Em 2006 realizou com o coro uma turnê nacional com grande sucesso em importantes cidades como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória, Juiz de Fora (MG) e Itaperuna (RJ). Atualmente rege o Coral Julinda Ribas Camargo, da Igreja Presbiteriana. Participou com a Camerata Florianópolis de grandes obras como: Gloria de Vivaldi, Magnificat de Bach, Requiem de Mozart e da Nona Sinfonia de Beethoven. Foi jurada do II Concurso Nacional Funarte de Canto Coral (2001) e atuou como regente convidada da Camerata Antiqua de Curitiba (2002). Com o Polyphonia Khoros, que conta atualmente com 28 cantores, trabalha em busca de desafios objetivando o crescimento e a profissionalização do grupo, bem como o aperfeiçoamento individual de seus componentes.

Direção Geral de Produção



Neyde Coelho




Natural de Blumenau, Neyde Coelho, pianista, estudou com Oleh Gabruzewicz (Ucrânia), Magdalena Tagliaferro, Jacques Klein, Miguel Proença e Gilberto Tinetti. É graduada pela Faculdade de Música e Belas Artes do Paraná e Licenciada em Artes pela Fundação Regional de Blumenau – FURB. Foi Diretora da Escola Superior de Música de Blumenau.Em 1981 fez parte do grupo de fundadores da Orquestra de Câmara de Blumenau exercendo o cargo de Diretora Executiva de 1981 a 1992, tendo conquistado o Top de Marketing da ADVB/SC na categoria Cultura. De 1992 a 1994 trabalhou na Interarte Produções Artísticas, em São Paulo, na produção da série de concertos do Teatro Maksoud Plaza e Teatro da Hebraica. De 1995 a 1997 apresentou na antiga Rádio Barriga Verde FM de Florianópolis, o programa Um Toque de Clássicos, do qual foi também idealizadora e produtora. Esse programa se insere no propósito de divulgar a música erudita e na formação de público. Desde 1997 é Diretora Artística da Pró-Música de Florianópolis, responsável pela criação, produção e divulgação das temporadas de concertos de música erudita e pela Direção Geral de Produção das óperas encenadas pela Pró-Música.

Cenografia



Sylvio Mantovani




Sylvio Mantovani é arquiteto, ator e cenógrafo. Sócio do escritório Mantovani e Rita Arquitetura e membro do Grupo de Teatro Dromedário Loquaz foi colaborador direto do diretor Isnard Azevedo. Realizou espetáculos como ator, cenógrafo e iluminador para companhias de teatro e dança de Santa Catarina, dentre eles, Catharina uma Ópera da Ilha e Mágicos Navegadores, (Aprika Produção em Arte), In’perfeito e Violência (Grupo Cena 11), Ato Cultural, Agnus Dei, Dona Maria a Louca e Quinnipack (Grupo Dromedário Loquaz), Sim eu Sei e Pronome Fausto (Grupo Armação) e Interior (Grupo Acontecendo Por Aí). Recebeu várias premiações como ator, cenógrafo e iluminador, entre elas no Festival de Teatro Isnard Azevedo e no Festival Nacional de São José do Rio Preto SP. Em 1997 foi indicado ao troféu Mambembe de Dança (Prêmio Ministério da Cultura) pela cenografia do espetáculo In’perfeito (Grupo Cena 11), recebendo também prêmio de melhor concepção cênica da Associação Paulista dos Críticos de Arte (Premio APCA).À convite da Pró-Música de Florianópolis, criou o cenário e iluminação das óperas Cavalleria Rusticana(2004), Flauta Mágica (2005) e Rigoletto (2006), tendo recebido elogios da crítica especializada.

Figurinos e Adereços de Cena



José Alfredo Beirão




Nascido em Criciúma formou-se em arquitetura com especialização em Costumes de Scène pela Escola Superior de Artes e Técnicas da Moda em Paris, onde estagiou na Opéra National de Paris em 1999. É Professor do Curso de Bacharelado em Moda da Udesc. Seus principais trabalhos em figurino e cenografia foram: Dame de Coeurs- confecção de um traje realizado no atelier da Opéra National de Paris para a exposição “La Comtesse Castiglioni par elle même” a partir de uma pintura de época; Prince Russe-concebido e realizado como trabalho de conclusão de curso na ESMOD de Paris.Esse traje faz parte da coleção de costumes russos do Departamento de Artes da Biblioteca Nacional da França; Le Dragon (Evgueni Schwartz) para o Theatre de Gennevilliers. Figurinos para óperas: Il Pagliacci (Cavallo) para o Estúdio Vozes; Falstaff (Verdi) para a Opéra National de Paris; Le Triomphe de la Vertu (Adrienne Clostre) para o Museu Nacional da Idade Média de Paris; O Guarany (Carlos Gomes) e Catharina, Uma Ópera da Ilha (Bebel Orofino) Além da criação de figurinos para peças teatrais, cinema e balés, como os trajes típicos russos para o Ballet Bolshoi do Brasil, criou os figurinos das óperas Cavalleria Rusticana (2004), A Flauta Mágica (2005) e Rigoletto (2006) produzidas pela Pró-Música de Florianópolis.

Maiores informações Pró-Música
http://www.promusica-sc.com.br/

Um comentário:

Juliana Sell disse...

Oi, fui ontem na Ópera. Estava impecável! Florianópolis tem estrutura artística e um grande público. Aplausos!!!
Juli