Pular para o conteúdo principal

Exposição de Milla Jung


Deserto de Real


Milla Jung, Projeto para constituição de imagem II, instalação de mesa de luz com sementes de palmeira imperial, 50 x 50 cm, 2008 (detalhe).
28 de abril de 2010

18h Encontro com a artista Milla Jung

19h Abertura da exposição

Visitação: 28 de abril à 17 de junho de 2010
No próximo dia 28 de abril, às 19 horas, o Museu Victor Meirelles promove a abertura da primeira exposição selecionada por meio do Edital de Exposições Temporárias 2010, com a individual da artista Milla Jung. A mostra, que tem como título Deserto de Real, apresenta uma série de fotografias, em diversos suportes, que remetem à natureza, a partir de referências artificiais, deslocando objetos banais de seus sentidos comuns.
A exposição, que possui texto de Fernando Lindote, busca refletir sobre a dimensão da fotografia dentro da sociedade contemporânea. Segundo a artista, “a condição é pensar a fotografia como uma trama do irrealizável, capaz de engendrar um mecanismo que nos mantêm reféns do desejo de desejar”.
Esta e outras questões poderão ser discutidas com a própria Milla Jung, no já tradicional Encontro com a Artista, evento que o Museu Victor Meirelles promove sempre uma hora antes das aberturas de exposições. Na ocasião, Jung conversará com a platéia sobre sua obra e sua trajetória.
Projeto Diálogo com a Desterro
Nesta mesma data o Museu Victor Meirelles realiza ainda a 15ª edição do projeto “Diálogos com a Desterro”. A convidada desta edição é a artista Raquel Stolf, que apresenta a proposta Escuta do Desterro [18-02-2010 + 18-10-2009], composta por um desenho e um áudio, com pouco menos de três minutos de duração. Segundo Stolf, trata-se de uma “proposição sonora que faz parte do projeto Escuta do Desterro, desenvolvido desde 2009, que consiste em colecionar e mixar fragmentos de paisagens sonoras de Florianópolis, construindo outras proposições, outras paisagens acústicas a partir do processo de edição das gravações de campo".
A proposta do projeto Diálogos com a Desterro é estabelecer um contato entre a pintura de Victor Meirelles “Vista do Desterro, atual Florianópolis” (1851), e obras de outros artistas. A cada nova edição, uma obra diferente é apresentada na exposição de longa duração "Construção" junto da obra de Victor Meirelles, evocando duas representações da paisagem da cidade de Florianópolis. Esta aproximação permite ao visitante exercitar o pensamento histórico, contrapondo visões particulares da paisagem urbana e também reflexões sobre a história da arte e da cultura.

Sobre as artistas:

Milla Jung é mestre em Artes Visuais pela Universidade do Estado de Santa Catarina, especialista em “Fotografia como Instrumento de Pesquisa em Ciências Sociais” pela Universidade Cândido Mendes, tem aperfeiçoamento em fotografia pelo International Center of Photography em Nova Iorque e pela Escola para Assuntos Fotográficos de Praga, na República Checa. Participou de exposições individuais em diversas capitais da América Latina, bem como na França, Ucrânia, Grécia, Dinamarca, República Checa e Irã. Em 2007, foi selecionada para a “Bolsa Produção 3 de Artes Visuais da Fundação Cultural de Curitiba”, em 2009, para o “63º Salão Paranaense do Museu de Arte Contemporânea do Paraná” e para a “5ª Bienal Vento Sul”. Desde 2002 coordena o Núcleo de Estudos da Fotografia em Curitiba. É professora de História e Crítica de Arte da Universidade Tuiuti do Paraná, no curso de Artes Visuais.

Raquel Stolf é graduada em Licenciatura em Artes Plásticas (1994-1999) pela Universidade do Estado de Santa Catarina onde é professora no curso de graduação em Artes Visuais, desde 2002. Mestre em Artes Visuais (2000-2002) pela UFRGS, em Porto Alegre, onde cursa Doutorado em Artes Visuais desde 2007. Participa de exposições desde os anos 1990.e realizou exposições individuais como "Barulho, ruído, rumor" (2009) e "Projeto secreto ] estadias instáveis" (2005) na Fundação Cultural de Criciúma, "FORA [DO AR]" (MASC, Florianópolis, 2004), "Espaços em branco" (Museu Victor Meirelles, Florianópolis, 2002) e "Ruídos do branco" (Torreão, Porto Alegre, 2002). Coordenou e propôs a publicação "Sofá" e o Projeto "Membrana" na UDESC, entre 2002 e 2006. Publicou os CDs de áudio "FORA [DO AR]" (2004) e "Lista de coisas brancas – coisas que podem ser, que parecem ou que eram brancas" (2001).


O quê: Exposição "Deserto de Real", de Milla Jung e Projeto Diálogos com a Desterro, com Raquel Stolf

Onde: Salas de exposições do Museu Victor Meirelles.

Quando: 28 de abril de 2010, 18h (Encontro com a artista) e 19h (abertura da exposição).

Quanto: Gratuita.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

FOTOMONTAGEM FLORIANÓPOLIS FRIA NO INVERNO...

FLORIANÓPOLIS TÁ FRIA...

Preciso me esquentar logo e como diz a Marilyn Monroe "Ter uma carreira é maravilhoso, mas ela não pode te aquecer numa noite fria." ... enfim ai que frio GOSTOSO.
SÓ QUE SOZINHO, AI AI...

FESTIVAL PALCO GIRATÓRIO.

O Festival Palco Giratório Sesc traz a Florianópolis 30 dias de programação intensa e gratuita, com apresentações de teatro, dança, circo, intervenções urbanas, oficinas e arte. Confira a agenda completa e aproveite: www.sesc-sc.com.br/palcogiratorio

ACONTECENDO AGORA!

    :A LUVA E A PEDRA
Espetáculo em repertório desde 2013 Concepção: A Luva e a Pedra é um texto de Quiqué Fernadez, autor e ator Argentino radicado em Madrid. O grupo entrou em contato com o autor e com sua montagem do referido espetáculo em 2011, quando participou do Festival CASA, em Londres. O interesse do grupo sobre o texto surgiu principalmente por se tratar de um trabalho que exigia técnica e fisicamente o trabalho de ator. O diretor e ator da montagem do Teatro em Trâmite, André Francisco, procurava um texto vigoroso e ao mesmo tempo capaz de provocar um trabalho técnico detalhado de interpretação naturalista – proposta expressa na pesquisa que o grupo realizava em 2013. A Luva e a Pedra se distinguia porque propõe a interpretação pelo ator do monólogo de alguns personagens, proposta que diversificava o trabalho do ator em uso do corpo e da voz. Apesar de permitir o acesso às técnicas do teatro naturalista de Stanislávski, o texto provocava uma abertura do leq…