quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cenografia Ambulante...



Cenografia a Arte de projetar e executar a instalação de cenários para espetáculos.

Talvez nem chegue a uma dezena os cenógrafos brasileiros que conseguem aliar sólida formação acadêmica com longa experiência nos palcos teatrais, trajetória premiada e, sobretudo, amplo conhecimento também na área da arquitetura cênica, ou seja, saibam construir e reformar teatros. O carioca José Dias, professor titular nessa arte na Universidade do Rio (Unirio) é um deles.


Espetáculo O Carteiro e o Poeta

Quem viu, por exemplo, o cenário de José Dias para O Carteiro e o Poeta dirigida por Aderbal Freire-Filho (em São Paulo ficou em cartaz no Teatro Hilton) dificilmente esquece sua impactante simplicidade. "A cenografia evoluiu ao longo dos anos dos grandes volumes e da verticalidade para a síntese", argumenta Dias. "Eu faço parte da equipe de criação desde a primeira leitura do texto. Acompanho ensaios. Ao cenógrafo cabe uma resposta gráfica à proposta cênica da direção. Não se pode fazer cenário por vaidade, criar para o próprio umbigo. Cenografia é linguagem, não tem que ser necessariamente bela, tem que ter prática, precisa estar em sintonia com a proposta cênica e os seus outros elementos: figurinos, iluminação, dramaturgia e interpretação."


Se a busca do decorativo é erro grave em cenografia, criar auditórios em vez de teatros é o equívoco mais comum na arquitetura cênica. "Dá para contar nos dedos os profissionais especializados. Por isso, ao construir um edifício teatral, o arquiteto deveria ter humildade e consultar um deles", observa Dias. Especialistas, como ele, são comumente chamados para "reformar" espaços mal planejados. "Muitas vezes já é tarde, só demolindo seria possível fazer um bom teatro. Falta urdimentos, coxias, espaço para entrar com cenário e visibilidade. E depois a cidade reclama que os artistas não passam por lá. Como, se a sala não oferece condições técnicas?" Fonte: Entrevista de Beth Néspoli com José Dias.


Teatro do Espaço Cultural dos Correios

Isso realmente é verdadeiro, as salas de espetáculos devem receber uma assessoria de cenógrafos experientes durante a fase de desenho do projeto e o acompanhamento até a fase final da construção.Vale lembrar ainda que cenários fixos e geralmente enormes e pesados demais são usados apenas em Óperas e grandes espetáculos, com muito apoio institucional e do Governo e são apresentadas uma vez por ano dependendo do lugar.E os grupos menores?Que para sustentar seus espetáculos buscam divulgação “boca a boca” e difundem suas propostas fazendo longas turnês e com grande esforço, muitas vezes recebem apenas pequenos elogios.Precisam de cenários menores ou menos complexos por causa dos problemas de transporte.Assim fica quase impossível montar e desmontar tudo para uma próxima viagem. “O problema não é investir na costrução... o problema é viajar com cenário grande e em um estado com poucos teatros decentes” afirma Max Reinert da Téspis Cia. de Teatro.
 


Espetáculo Sobre Anjos e Grilos, atriz Deborah Finocchiaro 

Por esses e outros motivos grupos defendem o uso da Mídia e Tecnologia, onde os espetáculos dependem diretamente dos recursos de comunicação existentes hoje, relacionando também o homem com a contemporaneidade trazendo-o para uma nova proposta e junto com a encenação deixar uma “moldura” moderna onde os sentidos e sentimentos de atores e público se fundem para dar suporte à dramaturgia. Recursos como projeção de imagens em tela, celulares, controles remotos, computadores já nos mostram a modernização da cenografia e de outros recursos cênicos que ainda viram.



Fontes: Rafael C Bombazar.

4 comentários:

mARINA mONTEIRO disse...

Floripa que o diga sobre os auditórios né? E espaços multiusos...virou febre por aí...
E os espaços mais alternativos? Onde se encontram?
Ai essa vida de arttista
haha
bjs querido
mt bom seus posts!

MaxReinert disse...

Pois.... de qulquer forma, seguimos fazendo... tentando dar um jeito pra juntar criatividade com praticidade! Boa produção com as possibilidades!
Bom ver alguém escrevendo sobre teatro em SC... coisa rara!

André Durand disse...

Olá,

Sou diretor e produtor de dois grupos de danças um especificamente de Danças Urbanas e estou a inscrever o referido trabalh em editais culturais e como fazer para a possibilidade de estarmos criando um cenario movel para espacos publicos e particular.
Grato Andre
Qual e-mail de voces.

André Durand disse...

Olá,

Sou diretor e produtor de dois grupos de danças um especificamente de Danças Urbanas e estou a inscrever o referido trabalh em editais culturais e como fazer para a possibilidade de estarmos criando um cenario movel para espacos publicos e particular.
Grato Andre Durand. andredurand_am@hotmail.com
Qual e-mail de contato